Senival Moura é preso novamente em São Paulo em investigação sobre lavagem de dinheiro ligada ao PCC
Vereador foi detido nesta quarta-feira, após a Justiça decretar prisão preventiva no âmbito da Operação Última Parada, que apura suspeitas envolvendo a empresa de ônibus Transunião; defesa contesta a decisão e nega participação nos crimes investigados.
Publicado em 28 de outubro de 2026, 11:22 — Em São Paulo

O vereador Senival Moura (PT), da Câmara Municipal de São Paulo, foi preso novamente na manhã de hoje, quarta-feira dia 28, por policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais. A prisão ocorreu no âmbito da Operação Última Parada, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital por meio da empresa de transporte coletivo Transunião, que opera na capital paulista.
Esta é a segunda prisão do parlamentar no caso. Senival já havia sido detido em 25 de junho e foi colocado em liberdade em 05 de agosto, por decisão judicial. A nova prisão preventiva foi decretada após o encaminhamento do relatório final da investigação à Justiça.
Em outubro, o Ministério Público de São Paulo também denunciou o vereador no âmbito do caso, segundo informações publicadas pela imprensa. As acusações ainda devem ser analisadas no curso do processo judicial.
Investigação apura suposta ligação com a Transunião
De acordo com as investigações, Senival Moura seria o chamado “dono oculto” da Transunião e teria atuado em operações financeiras que, segundo os investigadores, estariam relacionadas à lavagem de dinheiro para o PCC.
A Operação Última Parada foi deflagrada em junho deste ano pelo Deic, em conjunto com o Ministério Público de São Paulo. A apuração busca esclarecer a possível utilização da estrutura empresarial e de movimentações financeiras para ocultar a origem e a titularidade de recursos supostamente ligados à organização criminosa.
Segundo as informações divulgadas nesta quarta-feira, a Polícia Civil e o Ministério Público solicitaram a prisão preventiva dos investigados inicialmente identificados, além da inclusão de novos alvos após o avanço das apurações.
Além de Senival, foram presos Lourival de França Monário, Jair Ramos de Freitas, Osiel Bernardino Pinto e Fábio Fernandes de Souza. Devanil Sousa Nascimento e Leonel Moreira Martins são apontados como foragidos da Justiça.
As responsabilidades individuais dos investigados deverão ser apuradas no âmbito dos procedimentos judiciais.
Defesa questiona a prisão e reafirma inocência
A defesa de Senival Moura nega que o vereador tenha envolvimento com organização criminosa ou participação em esquema de lavagem de dinheiro. Os advogados afirmam que adotarão medidas judiciais para questionar a necessidade e a legalidade da prisão preventiva.
Segundo o advogado Marcio Sayeg, a decisão não apresentaria fundamentação concreta suficiente para justificar a medida. A defesa sustenta que a prisão preventiva não pode ser utilizada como antecipação de pena nem decorrer automaticamente da gravidade das acusações.
Em manifestação divulgada pelo Metrópoles, a defesa afirmou que o parlamentar mantém sua declaração de inocência e confia que os fatos serão esclarecidos durante o processo.
Caso segue na Justiça
A nova prisão representa mais um desdobramento da Operação Última Parada, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e possíveis vínculos entre a estrutura empresarial da Transunião e o PCC.
A investigação e as acusações não equivalem a uma condenação criminal. O caso segue submetido à Justiça, com garantia do direito de defesa e da presunção de inocência, cabendo às autoridades judiciais avaliar as provas e as responsabilidades de cada investigado.




