"Tarifaço" de Donald Trump e Piracicaba: Como a reforma tributária pode proteger a indústria regional, segundo Simone Tebet
Em entrevista no Canal Estado SP, ex-ministra e candidata ao Senado por São Paulo analisa os impactos das sobretaxas dos EUA nas empresas paulistas e defende incentivos para o setor produtivo.
Publicado em 22 de setembro de 2026, 12:10 — Em Piracicaba

A Região Metropolitana de Piracicaba, um dos principais polos industriais e do agronegócio do Brasil, está no centro do debate sobre os novos desafios do comércio exterior. Durante entrevista ao Canal Estado SP, Simone Tebet analisou o cenário de incertezas gerado pelas sobretaxas comerciais o chamado "tarifaço" impostas pelo governo de Donald Trump nos Estados Unidos, que afetam diretamente as exportações locais.
Tebet destacou que a resposta brasileira deve ser pautada por uma diplomacia técnica e firme. Para ela, é fundamental que o governo federal atue em negociações bilaterais para ampliar as exceções tarifárias, protegendo produtos manufaturados de Piracicaba que possuem alta integração com a cadeia produtiva norte-americana.
Como contrapartida interna aos desafios externos, a candidata ao Senado por São Paulo apontou a Reforma Tributária como o principal alívio para o setor produtivo. Com a projeção de redução de tributos federais a partir de janeiro do próximo ano, Tebet acredita que a simplificação do sistema beneficiará especialmente as indústrias automobilística, metalmecânica e o setor sucroalcooleiro, pilares da economia piracicabana.
Além da questão tributária, Tebet mencionou o potencial estratégico dos "minerais críticos e terras raras" e a necessidade de conectar Piracicaba a outros polos de inovação, como Campinas e São José dos Campos. Essa integração seria vital para fortalecer a cadeia de suprimentos e garantir que a região lidere a chamada neoindustrialização.
Por fim, a ex-ministra ressaltou que a competitividade regional depende diretamente da educação,. Ela defendeu o fortalecimento e a expansão das FATECs e dos Institutos Federais na região, visando a qualificação da mão de obra jovem para operar em indústrias de alta tecnologia. Segundo Tebet, garantir que o jovem saia da escola preparado para o novo mercado de trabalho é o melhor subsídio que o Estado pode oferecer ao setor industrial.





