Privatização da Sabesp é defendida por Tarcísio como marco de sua gestão
Governador afirma que medida ampliará investimentos e transformará o saneamento paulista.
Publicado em 26 de agosto de 2026, 11:39 — Em São Paulo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a defender nesta terça-feira (25) a privatização da Sabesp como uma das principais marcas de sua gestão. Durante o ABDIB Fórum - Eleições 2026, realizado na capital paulista, o governador classificou a operação como seu projeto “mais transformador” à frente do Estado.
Ao comentar as críticas à desestatização, Tarcísio afirmou que parte dos questionamentos seria resultado, segundo ele, de falta de conhecimento sobre o setor. “Muita gente fala dessa privatização e fala bobagem”, declarou, ao defender os efeitos da medida sobre o saneamento paulista.
A privatização envolveu a venda de 32% das ações que pertenciam ao governo estadual. Antes da operação, o Estado detinha 50,3% da companhia. A participação foi negociada por R$ 14,8 bilhões.
Para Tarcísio, porém, o impacto da medida não deve ser analisado apenas pelo valor arrecadado com a venda das ações. O governador sustenta que a mudança representa uma transformação estrutural na prestação dos serviços de saneamento em São Paulo.
“Estamos promovendo uma transformação sem precedentes na questão do saneamento no Estado de São Paulo”, afirmou.
A declaração recoloca a privatização da Sabesp no centro do debate sobre o modelo de gestão dos serviços públicos e sobre os resultados que podem ser atribuídos à iniciativa privada. De um lado, o governo defende que a mudança pode acelerar investimentos, ampliar a cobertura e melhorar a eficiência. De outro, críticos questionam os efeitos da desestatização sobre tarifas, universalização do atendimento e controle público de um serviço considerado essencial.
Mais do que uma disputa entre posições políticas, a discussão envolve uma questão que afeta diretamente milhões de pessoas: qual modelo é capaz de garantir saneamento de qualidade, tarifas acessíveis e investimentos de longo prazo?
A avaliação da privatização, portanto, não deveria se limitar ao discurso de governo ou à resistência de seus opositores. O verdadeiro julgamento da medida será feito pelos resultados concretos: pela expansão do atendimento, pela qualidade dos serviços, pelo preço pago pela população e pela capacidade de levar saneamento a quem ainda não tem acesso.
E você, considera a privatização da Sabesp um avanço necessário para São Paulo ou entende que serviços essenciais de saneamento deveriam permanecer sob controle público?




