Vereador de São Carlos é escolhido como suplente de Marina Silva ao Senado e destaca atuação ambiental
O vereador de São Carlos Djalma Nery (PSol) foi indicado pela federação PSol-Rede para ocupar a suplência da candidatura de Marina Silva (Rede) ao Senado. Segundo o parlamentar, a escolha foi motivada
Publicado em 29 de julho de 2026, 14:59 — Em São Paulo

O vereador de São Carlos Djalma Nery (PSol) foi indicado pela federação PSol-Rede para ocupar a suplência da candidatura de Marina Silva (Rede) ao Senado. Segundo o parlamentar, a escolha foi motivada principalmente por sua trajetória na defesa das pautas ambientais, área que também marca a carreira política da ex-ministra do Meio Ambiente.
Em entrevista, Nery afirmou que recebeu de Marina a missão de fortalecer o debate sobre meio ambiente durante a campanha eleitoral, especialmente no interior paulista, região com forte presença do agronegócio e onde o eleitorado costuma apresentar maior resistência aos partidos de esquerda.
De acordo com o vereador, a composição da chapa buscou reunir características consideradas estratégicas para a campanha. "Ela queria um jovem para dialogar com a juventude, alguém do interior paulista e que também fosse ambientalista. Minha principal atuação é justamente o meio ambiente e a agroecologia", afirmou. Aos 38 anos, Nery destacou que, apesar de não se considerar tão jovem, acredita representar uma renovação para a política, especialmente em uma disputa para o Senado.
Natural do interior de São Paulo, o parlamentar ressaltou que sua trajetória sempre esteve ligada à região de São Carlos, município com aproximadamente 260 mil habitantes. Ele também lembrou que já conhecia Marina Silva de outras atividades e que esse histórico contribuiu para a construção da parceria política.
A indicação foi oficializada durante a convenção da federação PSol-Rede, realizada no último domingo, dia 26, ocasião em que o grupo confirmou apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT) ao Governo de São Paulo.
Nos bastidores, a definição da suplência gerou desconforto entre partidos que integram a coligação petista, especialmente o PDT, que também pleiteava a vaga.
A disputa pelo posto de suplente é considerada estratégica porque, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja reeleito e Marina Silva volte a integrar um eventual ministério, o suplente poderá assumir a cadeira no Senado. O mandato de senador tem duração de oito anos, o que torna a posição uma das mais relevantes nas articulações políticas da chapa.



