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Greve da Caixa paralisa agências no Alto Tietê

Funcionários protestam por melhores condições de trabalho

Marcello Sanches
Marcello Sanches

Publicado em 17 de setembro de 2026, 12:17 — Em Mogi das Cruzes

2 min de leitura
Greve da Caixa paralisa agências no Alto Tietê
Greve da Caixa paralisa agências no Alto TietêFoto: Divulgação

Os funcionários da Caixa Econômica Federal mantêm a greve que teve início no dia 10 de setembro e já completa quatro dias, impactando o atendimento em pelo menos cinco agências no Alto Tietê. Segundo o Sindicato dos Bancários de Mogi das Cruzes, as agências afetadas incluem aquelas localizadas em Biritiba-Mirim, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis e Suzano. Embora as agências estejam fechadas para atendimento presencial, os clientes continuam a ter acesso aos terminais de autoatendimento.

A paralisação ocorre em todo o Brasil e foi aprovada após os funcionários considerarem insatisfatória a proposta apresentada pela Caixa durante as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho. O sindicato destaca que, em contraste, as agências do Banco do Brasil na região estão funcionando normalmente, evidenciando o impacto específico da greve apenas nas unidades da Caixa.

A situação levou a Caixa Econômica Federal a responder ao ofício da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT), que solicitou a reabertura das negociações. No último domingo (13), o banco comunicou a retomada das tratativas com as entidades representativas dos empregados, sinalizando uma possibilidade de diálogo.

Além disso, a Caixa também anunciou a suspensão das medidas administrativas que haviam sido previamente anunciadas, garantindo que essas ações permanecerão suspensas enquanto as negociações estiverem em andamento. Esse movimento pode indicar um esforço da instituição em mitigar os impactos da greve e facilitar um acordo.

Os representantes sindicais ressaltam a importância de manter os direitos dos trabalhadores durante as tratativas e a necessidade de um ambiente de trabalho que atenda às demandas da categoria. A expectativa é que as negociações avancem nas próximas semanas, com a possibilidade de novas reuniões agendadas entre as partes envolvidas.

O cenário atual reflete um contexto mais amplo de insatisfação entre os trabalhadores do setor bancário, que buscam melhores condições de trabalho e remuneração. A continuidade da greve dependerá dos desdobramentos das negociações e da resposta da Caixa às reivindicações dos funcionários.

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