Candidato do Novo contrata envolvido no 08 de Janeiro para atuar em campanha
Carlo Cauti, conhecido como “007 do Novo”, diz que decisão teve motivação humanitária e serviu como posicionamento contra condenações.
Publicado em 20 de setembro de 2026, 15:21 — Em São Paulo

O candidato à Assembleia Legislativa de São Paulo Carlo Cauti (Novo), conhecido como “007 do Novo”, contratou um homem envolvido nos atos de 08 de janeiro de 2023 para atuar na produção e distribuição de materiais de sua campanha.
Segundo Cauti, a decisão teve uma motivação humanitária e também representou uma forma de dar um “sinal claro” contra as condenações relacionadas aos atos ocorridos em Brasília.
Em entrevista, o candidato afirmou que conheceu o contratado durante viagens à Argentina, onde esteve nos últimos três anos. Segundo ele, o homem estava enfrentando dificuldades financeiras depois de sua participação nos protestos de 2023.
Cauti relatou que o contratado fala vários idiomas e trabalhava como guia turístico para estrangeiros antes de deixar o Brasil. “Ele fala várias línguas, trabalhava como guia turístico para estrangeiros, tinha uma vida normal e hoje não consegue comprar um pão”, afirmou o candidato.
Ainda de acordo com Cauti, durante suas passagens pela Argentina, ele acompanhou as condições enfrentadas por brasileiros que deixaram o país após os acontecimentos de 08 de janeiro. Na avaliação do candidato, a maioria dessas pessoas não representa risco à democracia.
Após retornar ao Brasil, o contratado passou a auxiliar a campanha de Cauti na produção e distribuição de materiais eleitorais.
O candidato também afirmou discordar da forma como foram conduzidos os processos que resultaram nas condenações relacionadas aos atos de 08 de janeiro. Para Cauti, a contratação foi uma “questão de justiça”.
“Fiquei com pena, de fato, com dó e decidi contratá-lo, porque francamente é até uma questão de justiça, né? Eu acho absurdo o jeito que esse processo foi conduzido”, declarou.
O homem contratado foi preso preventivamente na época dos atos e posteriormente solto após assinar um acordo de não persecução penal.
Em outro trecho da entrevista, Cauti classificou os envolvidos como vítimas de um processo que, segundo ele, seria persecutório. A afirmação representa a avaliação do próprio candidato sobre os processos relacionados aos atos.





